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Mario Braile
O ser motivado
O ser motivado
A motivação é uma força que tem origem no interior do indivíduo e que o empurra, o impulsiona a uma ação. Para motivar um indivíduo primeiramente temos que conhecer o melhor catalizador desta força. O grande erro é achar que o que nos dá motivação (do latim movere) vai também mover o terceiro a mesma ação.
No mundo corporativo temos o que chamamos de cérebro coletivo, o que dificulta ainda mais este aspecto de "motivar", pois os catalizadores tentam se moldar a esta estrutura corporativa, por vezes perdendo a sua própria identidade.
De acordo com Pintrich e Schunk (2002) uma definição de motivação deveria englobar alguns elementos: a noção de "processo", ou seja, a motivação é um processo e não um produto, dessa forma não pode ser observada diretamente, mas pode ser inferida a partir de alguns comportamentos. As metas têm a função de oferecer um ímpeto para a direção da ação do sujeito, e cujo ponto principal seria o de que os indivíduos sempre têm algo em mente, que buscam atrair ou evitar ao realizar uma ação: a necessidade de uma atividade física (esforço, persistência e outras) e/ou mental (ações de natureza cognitiva como o pensar, planejar, avaliar, etc.) e por fim, o último elemento seria relacionado ao fato da motivação iniciar e sustentar uma ação.
Balanced Scorecard, Qualidade Total e etc. só atuam no externo, no cérebro coletivo, e só serão eficazes e eficientes quando atingirem os indivíduos a ponto de poder catalizar seu sentimento de "mover".
A hipocrisia das corporações as torna míopes, e as mascara de coletivas, mas, no entanto, na verdade elas não têm uma face definida, e sem isto não se pode motivar ninguém a seguir algo ou alguém que não tenha uma identidade ou um objetivo que catalize este movimento.
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